A Doença de Peyronie é uma condição urológica caracterizada pelo desenvolvimento de uma placa fibrosa, ou tecido cicatricial, na túnica albugínea — a camada elástica que envolve os corpos cavernosos do pênis. Esta placa não possui a mesma elasticidade do tecido peniano normal, o que resulta em uma curvatura, afunilamento ou deformidade em 'ampulheta' durante a ereção. Diferente da curvatura peniana congênita, que está presente desde o nascimento, a Doença de Peyronie é adquirida, manifestando-se geralmente em homens a partir da meia-idade. A condição pode causar não apenas desconforto físico e dificuldade na relação sexual, mas também um significativo impacto psicológico e emocional, afetando a autoestima e a qualidade de vida. Compreender sua fisiopatologia é o primeiro passo para buscar um manejo clínico adequado e individualizado.
O curso clínico da Doença de Peyronie é classicamente dividido em duas fases distintas: a aguda e a crônica (ou estável). A fase aguda é marcada por um processo inflamatório ativo, frequentemente acompanhado de dor durante as ereções e uma progressão gradual da curvatura. Esta etapa pode durar de 6 a 18 meses. Após esse período, a condição entra na fase crônica, na qual a dor tipicamente cessa, a inflamação regride e a placa fibrosa se estabiliza, resultando em uma deformidade fixa. A distinção entre as fases é fundamental, pois norteia as estratégias terapêuticas. Um diagnóstico precoce, realizado por um urologista em Recife, permite a implementação de medidas que podem modular a progressão da doença na fase aguda, potencialmente limitando a severidade da deformidade final e melhorando o prognóstico funcional.

Compreenda as causas da Doença de Peyronie, a condição que leva à curvatura peniana, e conheça as opções de tratamento disponíveis, da fase aguda à cirúrgica, para restaurar a função.
Embora a causa exata permaneça em investigação, a teoria mais aceita para o surgimento da Doença de Peyronie envolve microtraumas repetidos no pênis, geralmente ocorridos durante a atividade sexual, que desencadeiam um processo de cicatrização anormal em indivíduos geneticamente predispostos. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história do paciente e no exame físico, onde a placa pode ser palpada. Um componente essencial da avaliação é a fotodocumentação, na qual o paciente realiza fotografias do pênis em ereção em casa, permitindo ao urologista uma análise objetiva do grau de curvatura e de outras deformidades. Em casos selecionados, a ultrassonografia com Doppler peniano pode ser empregada para avaliar a placa, o fluxo sanguíneo e a presença de calcificações, auxiliando no planejamento terapêutico.
O tratamento da Doença de Peyronie varia conforme a fase da doença e a gravidade dos sintomas. Na fase aguda, o objetivo principal é o controle da dor e a tentativa de limitar a progressão da curvatura. Medicações orais, como anti-inflamatórios ou outras substâncias, possuem evidências limitadas de eficácia na alteração do curso da doença, segundo diretrizes da Associação Americana de Urologia (AUA) e da Associação Europeia de Urologia (EAU). A terapia de tração peniana, por outro lado, é uma modalidade não invasiva que tem demonstrado resultados na preservação do comprimento peniano e na redução da curvatura quando utilizada de forma consistente por várias horas ao dia. O uso desses dispositivos deve ser sempre orientado por um especialista para garantir a segurança e a técnica correta de aplicação.
Para pacientes na fase crônica com curvatura estabelecida, uma das opções de tratamento minimamente invasivo é a injeção intralesional de colagenase de Clostridium histolyticum. Aprovada por agências regulatórias, essa enzima atua quebrando seletivamente as fibras de colágeno que compõem a placa fibrosa, enfraquecendo-a. O tratamento consiste em ciclos de injeções aplicadas diretamente na placa, seguidos por sessões de modelagem peniana realizadas pelo médico no consultório e pelo próprio paciente em casa. Este procedimento requer alta precisão técnica e um profundo conhecimento da anatomia peniana para minimizar riscos, como o de hematoma ou, mais raramente, fratura peniana. A seleção de candidatos para esta terapia é criteriosa e deve ser feita por um urologista habilitado.
Outra modalidade terapêutica investigada é a terapia por ondas de choque de baixa intensidade (LiSWT). Atualmente, as principais diretrizes urológicas, incluindo as da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), indicam que a LiSWT pode ser considerada principalmente para o alívio da dor na fase aguda da doença. Seus efeitos na redução da curvatura ou no tamanho da placa são considerados inconsistentes e com baixo nível de evidência científica. Portanto, não é recomendada como tratamento de primeira linha para a correção da deformidade em si. A decisão sobre a aplicabilidade de qualquer terapia, incluindo a LiSWT, é complexa e depende de uma avaliação completa, que pode ser obtida em um atendimento em Recife com um profissional experiente no assunto.
A correção cirúrgica é reservada para homens na fase estável da doença, com uma deformidade peniana que compromete significativamente a função sexual e que não desejaram ou não responderam a tratamentos menos invasivos. A indicação para cirurgia é uma decisão compartilhada entre médico e paciente, tomada após um período de estabilidade da curvatura de pelo menos 3 a 6 meses. É fundamental que o paciente tenha expectativas realistas sobre os resultados e compreenda os potenciais riscos e benefícios de cada técnica, como a possibilidade de perda de comprimento peniano, alterações na sensibilidade ou disfunção erétil residual. A avaliação pré-operatória detalhada, incluindo a função erétil, é imperativa para a escolha da abordagem cirúrgica mais adequada.
Para pacientes com boa função erétil, as principais técnicas cirúrgicas são as de plicatura e as de incisão ou excisão da placa com enxerto. As técnicas de plicatura, como a de Nesbit modificada, encurtam o lado convexo (mais longo) do pênis para endireitá-lo, sendo indicadas para curvaturas menos severas. Já para deformidades mais complexas ou acentuadas, a abordagem pode envolver a incisão da placa e o preenchimento do defeito com um enxerto, que pode ser de tecido do próprio corpo (como veia safena ou túnica vaginal) ou de material biossintético. Esta técnica visa corrigir a curvatura sem causar um encurtamento significativo. A escolha assertiva do procedimento depende da anatomia individual, do grau da curvatura e da experiência do cirurgião, sendo crucial uma discussão aprofundada com seu urologista em Recife-PE.
Nos casos em que a Doença de Peyronie coexiste com uma disfunção erétil grave, que não responde ao tratamento medicamentoso, a opção terapêutica mais eficaz é o implante de uma prótese peniana. Este procedimento resolve simultaneamente a incapacidade de obter ou manter uma ereção e a curvatura. Durante o mesmo ato cirúrgico, após a inserção dos cilindros da prótese, o cirurgião pode realizar manobras de modelagem manual para retificar o pênis. Em casos de curvaturas residuais, podem ser necessárias incisões adicionais na placa. Essa abordagem combinada oferece uma solução definitiva para a função sexual, restaurando a rigidez e a retitude peniana necessárias para a penetração, com altos índices de satisfação para o paciente e sua parceria.
A Doença de Peyronie é uma condição complexa, mas com um espectro amplo e crescente de tratamentos eficazes. O manejo adequado depende fundamentalmente de um diagnóstico correto, da identificação da fase da doença e de um planejamento terapêutico alinhado às necessidades e objetivos de cada paciente. A evolução das técnicas minimamente invasivas e cirúrgicas oferece novas perspectivas para a restauração da anatomia e da função peniana. A avaliação por um urologista com experiência no manejo desta condição é o passo inicial para um diagnóstico preciso e a elaboração de um plano individualizado. Em seu consultório, o Dr. Dimas Antunes oferece uma abordagem acolhedora e baseada em evidências para o tratamento desta e de outras condições urológicas.





