A litíase urinária é uma das condições mais prevalentes da urologia contemporânea, atingindo até 12% da população masculina ao longo da vida. Por décadas, o tratamento exigiu cirurgias abertas ou litotripsia extracorpórea com índices variáveis de sucesso.
A introdução do laser de hólmio e, mais recentemente, do laser de túlio (TFL) reposicionou o paradigma terapêutico. A fragmentação ocorre por absorção seletiva da energia pelo cálculo, com lesão térmica mínima ao tecido adjacente.

Como a fragmentação a laser via vias naturais revolucionou a litíase urinária, reduzindo o tempo de recuperação e dispensando incisões tradicionais.
Em nossa prática, a ureteroscopia flexível associada ao laser de alta potência permite tratar cálculos renais e ureterais sem qualquer incisão cutânea. O acesso ocorre pela uretra, e a recuperação habitual é de 24 a 48 horas.
A escolha entre técnicas (URS, RIRS, Mini-PCNL) deve ser sempre individualizada, considerando tamanho, localização, composição química e anatomia do paciente. O laser não dispensa o julgamento clínico — ele o amplifica.




