A reposição de testosterona ganhou popularidade desproporcional ao seu real espaço terapêutico. Indicada de forma indiscriminada, pode acelerar policitemia, suprimir fertilidade e mascarar comorbidades subjacentes.
A indicação correta exige hipogonadismo confirmado: testosterona total abaixo de 300 ng/dL em duas dosagens matinais, associada a sintomas clínicos compatíveis (fadiga, redução de libido, perda muscular, alterações de humor).

A testosterona não é panacéia. Entenda os critérios laboratoriais, clínicos e temporais para indicar ou contraindicar a terapia.
Antes de iniciar, é mandatório descartar causas reversíveis (obesidade, apneia do sono, uso de opioides, hipotireoidismo) e avaliar contraindicações (câncer de próstata ativo, ICC descompensada, hematócrito elevado).
Modalidades incluem gel transdérmico, injeções intramusculares de longa ação e implantes subcutâneos (pellets). A escolha considera adesão, perfil farmacocinético desejado e preferência do paciente. O monitoramento laboratorial é obrigatório.




