Andrologia 7 min Fev • 2026

Reposição hormonal masculina: quando faz sentido (e quando não)

A testosterona não é panacéia. Entenda os critérios laboratoriais, clínicos e temporais para indicar ou contraindicar a terapia.

Dr. Dimas
Dr. Dimas AntunesTiSBU · Revisor ISSM
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Análise clínica
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A reposição de testosterona ganhou popularidade desproporcional ao seu real espaço terapêutico. Indicada de forma indiscriminada, pode acelerar policitemia, suprimir fertilidade e mascarar comorbidades subjacentes.

A indicação correta exige hipogonadismo confirmado: testosterona total abaixo de 300 ng/dL em duas dosagens matinais, associada a sintomas clínicos compatíveis (fadiga, redução de libido, perda muscular, alterações de humor).

Reposição hormonal masculina: quando faz sentido (e quando não)

A testosterona não é panacéia. Entenda os critérios laboratoriais, clínicos e temporais para indicar ou contraindicar a terapia.

Síntese editorial

Antes de iniciar, é mandatório descartar causas reversíveis (obesidade, apneia do sono, uso de opioides, hipotireoidismo) e avaliar contraindicações (câncer de próstata ativo, ICC descompensada, hematócrito elevado).

Modalidades incluem gel transdérmico, injeções intramusculares de longa ação e implantes subcutâneos (pellets). A escolha considera adesão, perfil farmacocinético desejado e preferência do paciente. O monitoramento laboratorial é obrigatório.

Fim da análise